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7.02.2005



As coisas que se perdem enchiam o mundo!

6.10.2005

Tenho saudades do Tobias 

"Um dia vai ter muito texto. Neste momento seriam coisas demasiado tristes para serem lidas. Coisas demasiado minhas para serem partilhadas. Coisas demasiado sonhadas para serem materializadas. Coisas...de uma eterna sonhadora que optou por viver no sonho e esquecer o real. Porque assim as lágrimas têm sempre uma solução."

6.03.2005

Amarrada 

Hoje sinto-me completamente amarrada, atada, asfixiada. Hoje é daqueles dias que me apetecia poder equilibrar no parapeito da minha janela, abrir os braços e levantar vôo. Ir mais longe, ir mais além, ver as coisas de outro ângulo, ver as coisas de cima. Apetecia-me sentir a liberdade no corpo, ver-me transformada num passarinho, num pardal pequeno, mas que voa, que tem asas, que dita a sua liberdade. Hoje gostava de ir procurar a base do arco-íris, o sítio onde se põe o sol e o reflexo da primeira estrela a brilhar. Hoje gostava de poder entrar pela porta, com os pés bem assentes e pensar "eu hoje voei".

11.05.2003

Quem somos...  


"A infância e a velhice são muito semelhantes. Em ambos os casos, por motivos diferentes, é-se bastante inerme. Ainda não - ou já não - se toma parte activa na vida e isso permite que se viva com uma sensibilidade sem esquemas, aberta. É durante a adolescência que uma couraça invisível começa a formar-se em volta do nosso corpo. Forma-se durante a adolescência e continua a engrossar durante toda a vida adulta. O processo do seu crescimento parece-se um pouco com o das pérolas, quanto maior e mais profunda é a ferida, mais forte é a couraça que se desenvolve em torno dela. Contudo, depois, à medida que o tempo vai passando, como um vestido que se usou durante muito tempo, essa couraça começa a gastar-se nas partes mais usadas, deixa ver a trama, e de repente, a um movimento mais brusco, rasga-se. De início não damos conta de nada, estamos convencidos de que a couraça ainda nos envolve totalmente, até que um dia, inesperadamente, por uma coisa estúpida, sem sabermos porquê, damos por nós a chorar como umas crianças."

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